sábado, 22 de maio de 2010

Ela.

Aninha, gorduchinha, cabelos castanhos compridinhos, bem lisinhos, olhos verdes. Sorriso e sorriso. Nunca imaginamos esse nome pra nossa menina (Julia, Helena, Isabel, Marina) sempre foram as opções.
Mas ela já tinha um nome. Eu a seguro no meu colo e penso: "é minha, minha menina, não vou ter que devolver"
Aninha sorri como se pudesse escutar meus pensamentos.
Eu queria muito amamentar, mas a pequena decidida não aceita. Quer arroz e feijão.
Como ela cresceu, já tem 8 meses!
Depois de comer ela fica ainda mais simpática, espalha sorrisos, e é ágil com as mãos pequenininhas. Em pé no meu colo eu não resisto...aperto e faço cócegas, ela ri. Risadinhas altas, a gente se olha, se entende, se ama.
Durante as brincadeiras eu lembro...xiiiiiiii ela acabou de comer. Quase não completo o pensamento e um esguicho de vômito escorre no meu ombro.

....

Acordo, mas estranhamente Aninha ainda parece estar por aqui.
Será?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Do you wanna dance?

Chuva, chuvisco, chuvarada - cocoricó



Chove, mas como chove chuva, chuvisco, chuvarada por que é que chove tanto assim?
A terra gosta da chuva


E eu gosto da chuva também

Ela lá e eu aqui

Cocoricó

Quiquiriqui
Chove, mas como chove chuva, chuvisco, chuvarada por que é que chove tanto assim?


Lararáaaaaaaaaa
Quando chove


A terra fica molinha

A planta fica verdinha

E eu fico todo molhado com o pé na lama e nariz tapado

Minha vó me chama:"menino vem cá vem tomar chá, vem comer bolo de cenoura com cobertura de chocolate quente"

Bom, muito bom, muito mais do que bom

É excelente
Oh, que tarde tão bela!


Banana quente no forno com açúcar e canela
Chove, chove, chove deixa chover


Enquanto tiver bolo de cenoura agente nem vai perceber

chove, chove, chove, deixa chover

comendo banana quente agente nem vai perceber



Tudo né?!!! Aumenta o volume, arrasta a mesa e curte!

Ah, eu adoro!!!! Dança comigo???? Se não, vale tudo, marido, filho, cachorro, ou sozinha mesmo!



Beijo!!!







video

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Post do Maridón

Olá a todas que acompanham o blog da minha esposa o “Enquanto isso...”.
Primeiramente, gostaria de dizer o quanto vocês são importantes em nossa vida. Mais na vida da Jordana é bem verdade, mas como ela constantemente fala em vocês e de vocês (fala bem, é claro) algumas passagens acabam me chamando atenção.

Estamos casados a um ano, somos super companheiros, e pouco antes de nos casarmos a Jordana me disse que queria logo um bebê . Na hora fiquei preocupado. “Não sei se é o momento, financeiramente e tal...” Nunca tive dúvidas quanto a vontade de ser pai e de ter filhos, apenas não sabia se aquela seria a época ideal de nossas vidas.

Uma pergunta que a Jordana fez me marcou. “Qual o momento ideal para se ter um filho?” quando tivermos uma situação financeira ideal? Quando tivermos mais um carro? quando tivermos 30 anos?

O fato é que não existe o momento ideal. Um filho é a concretização de uma família, que nos dá a oportunidade de trazer ao mundo um ser especial fruto da união e desejo de duas pessoas. Confesso que a cada vez que a “monstra” atrasava, eu ficava apreensivo, será que é agora? Na verdade a gente sempre tem aquela dúvida, “conseguirei ser um bom pai?” Eu to louco pra descobrir!

Esperamos muito por este bebê, vocês sabem, pois a Jô divide muito dela aqui no blog. O que eu faço nesse momento? Vou dando meu apoio (em todos os sentidos), Enquanto isso....

É muito difícil, saber o que se passa com as mulheres diante desta expectativa. Como confortar um sentimento que não conseguimos mensurar, nem entender? Porque na verdade nós, homens, sentimos sim quando a “monstra” aparece e frustra todos os planos e desejos. O certo é que nós nunca iremos sentir tanto ou com tanta intensidade como as nossas esposas. Até que o filho seja uma realidade “fora da barriga” somos quase expectadores de todo esse palco de emoções.

Mas porque sentimos de formas diferentes, não quer dizer que sejamos apenas parte da platéia.
Nós maridos, estamos junto nesse processo, mas nossas reações e emoções não são as mesmas. Como bem diz a Jordana, dor e amor a gente não mede. Por isso eu acredito que a compreensão e o companherismo são fundamentais nessa fase de tentativas. Dizer “não te preocupa, uma hora vai dar” ou “calma, não vamos desistir”, não resolve. Sim, algum dia o bebê vai chegar, é obvio que não vamos desistir. Mas quando as duas listras não aparecem no teste de farmácia, acho que as palavras não são suficientes. O conforto está em um cafuné, um colinho, um abraço bem de pertinho.
Quando um casal prepara seu alicerce para a chegada de um filho, esse sentimento está explícito no cuidado, no amor de um pelo outro, na vontade de gerar, criar e cuidar de uma família.

Abraços.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se eles soubessem

Domingo de dia das mães, almoço com a minha mãe. Janta com a sogra. Tudo muito bem, tudo muito bom, até que depois da janta sentamos para ver televisão.
Intervalo durante o Fantástico e passa na íntegra a propaganda super bem pensada, sensível e dedicada as treinantes também!
Meu sogro, sogra e cunhada foram unânimes na opinião."Que bosta de propaganda, que coisa mais deprimente, essas propagandas tem que ser para as mães, não pra mulheres que não conseguem ter filhos"
Tenho certeza que corei...senti o rosto esquentar. Fiquei absolutamente constrangida.
Nem sei o que pensou o marido, mas ele estava ali, sentadinho também.
Aí eu fiquei pensando depois, algumas vezes eu me senti mal por não ter contado sobre as tentativas de engravidar, sobre o nosso desejo de um bebê. Muitas vezes me senti traindo a confiança deles.
E agora eu vejo, o mais importante nessa história somos o meu marido e eu. Se decidimos guardar esse desejo entre nós dois, não existe mal nenhum. Se em algum momento nos sentimos a vontade para comentar com alguém, beleza. Mas se não quisermos dividir isso, não estaremos cometendo crime nenhum.
Nunca disse pra minha mãe que estamos tentando, e nem quanto tempo. Mas ela sabe que queremos um bebê, também falo pra ela sobre o meu ciclo e sobre os médicos e exames.
O que vejo realmente, é que só compreende uma situação quem passar por ela.
Depois do comentário sobre a propaganda eu refleti e cheguei a conclusão de que contar pra qualquer um deles não ajudaria em nada.
Apenas geraria frustração e ansiedade. Então me amei mais, por ter pensado em mim primeiro, por ter me preservado e por dividir esta etapa das nossas vidas apenas com quem achamos que cabe nessa história!

Beijos!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ciúme da barriga

Três coisas bem feias pra confessar...

Primeira: fizemos aniversário de casamento dia 02 de Maio, eu não postei. Comemoramos muito, com muito namorinho e declarações, mas prometo um post.

Segunda: eu já recebi muitos selinhos, e quero dizer que amo cada um, mas que não sei direito como postar. Acreditem, não sei fazer quase nada no blog...mas eu vou aprender! Vou postar os meus selinhos sim!

Terceira: eu teria ciúme da minha barriga...dia desses marido e eu vendo televisão, não lembro a circunstância, mas comentei com ele que não deixaria pegarem muito no meu bebê.
Nem na barriga, muito menos fora dela. Feio, muito feio Jordana...
Não me orgulho nadinha desse sentimento, mas seria falsidade minha negar que ele existe.
Eu sei que quando alguém quer fazer carinho na barriga de uma gestante, ou quer pegar o bebê, é uma demonstração de carinho. Mesmo assim, eu sempre fico com aquele sentimento mesquinho...o bebê demorou tanto tempo pra chegar, que quando acontecer acho que não vou querer dividir com mais ninguém.
É como se fosse só meu, como se só eu soubesse como foi difícil estar com ele ali.
Claro que é importante tentar bloquear esse sentimento, e é lógico que amor é importante para a criança, que ela não é uma propriedade da mãe, e muito menos uma extensão dela...
Contudo eu admito, isso é difícil pra mim. Sim, certamente vou me livrar desse sentimento. (mas até lá, é só meu e eu não empresto!)